CULTURA EM DESTAQUE: Sergio A. Sant’Anna
Os trotes violentos, sangrentos, animalescos devem ser extintos das práticas receptivas nas nossas Universidades. Creio que não basta apenas a inclusão em uma Faculdade para dizer que o cidadão é racional, ainda mais com essa política vadia de cotas e aprovação de cidadãos despreparados. Além de jovens, que quase perderam a vida vítima da brutalidade pueril, outros tantos trotes violentos acontecem por esse País de leis arcaicas e não aplicáveis. Era ali na Universidade que deveriam concentrar-se nossas cabeças evoluídas, distantes dessas atitudes violentas e macabras. Impor aos companheiros de Universidade o trote violento lembra-nos as atitudes tomadas pelos militares em épocas não tão distantes, onde “companheiros”, “camaradas” eram submetidos a práticas ignóbeis. Deixar o jovem violento comandar essa recepção é como alimentar um leão faminto em sua “boquinha”, é um efeito que apenas com palavras mansas não cessará, pois aquele que hoje sofreu o trote sentirá a sede de vingança e no próximo ano ou semestre terá mais. O que os reitores necessitam aplicar são medidas enérgicas eliminando esse vandalismo.
O ato de escrever remete ao diálogo entre o escritor e seu leitor. Uma conversa que muitas vezes transforma-se em uma parceria, uma troca de opiniões, alternando-se assim a função de quem escreve e aquele que lê. Sei que já li muito e pretendo ler muito mais, mas a intelectualidade, a formação humana necessita de obras essenciais para o seu progresso. Confesso que olho para a estante e tenho vontade de ler todos os livros ali dispostos, mas acabo sendo ludibriado pelo tempo, enganado pelas outras obras que atravessam a fila e interrompem aquela que poderia ser a leitura de minha vida.
Como é bom encontrar pessoas queridas, que emanam felicidade e a jornalista Lívia Nunes é uma pessoa cercada de positividade. Semana passada encontrei-me com ela lá no Colégio Objetivo. Foi uma grata surpresa, envolvida de felicidade.
É assim que introduzo esse meu escrito, reverenciando a verdade, contemplando a leitura participativa, aquela de opiniões. Sou avesso à escrita de tréguas, contrário a leitura como lazer. Há que se envolver, emitir opiniões. A escrita necessita da argumentação d’outro, mesmo que esta trilhe as veredas negativas. Não sobrevive sem sua opinião. O ser ampara-se na leitura, é nela que se cria e distribui-se o conhecimento, mesmo que este esteja vendido ao ódio, à discriminação, ao preconceito etc. É por isso que nos cabe a ação de julgar e digerir o que achamos rentável naquele momento. A leitura tem seus momentos. Ela perpassa pelas trilhas dinâmicas da informação. Não acredito em Fernando Pessoa que nos chamou de fingidores. Mas quem nos lê acredita naquela verdade que ganha contornos através da sua exposição. Têm pessoas que não duvidam do falsário Paulo Coelho! Quando lerem os meus artigos ou de qualquer outro escritor procurem opinar, deixem sua marca, fale a verdade, mesmo que esta seja mentirosa. Exercite sua argumentação. Não passe em vão.
O que quero questionar são os valores deixados por profissionais nesta década que se encerra, cuja tecnologia dominou e mudou a forma de pensar juvenil. Um momento em que o jovem recebe tudo pronto não se obrigando a digerir as informações recebidas. É então neste momento que pergunto: qual o exemplo passado por nossos artistas, jogadores e políticos aos nossos cidadãos juvenis? Temos paradigmas furados, distantes dos bons exemplos.
Frase da Semana: “Negro + dread = rasta. Branco + dead = mendigo”. (Rafael Bastos – do Programa CQC no Twitter).
Frase para os Séculos: “A arte da vida consiste em fazer da vida uma obra de arte!”. (Indira Gandhi)
Adendo: Nada é mais importante do que a admissão de seus erros. Só assim o ser humano consegue evoluir.
Sergio A. Sant’Anna é Coordenador Pedagógico do Colégio Objetivo-Taquaritinga, Pós-Graduado em Gestão Escolar e Professor de Língua Portuguesa e Literatura.
Créditos: Tribuna
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