Prefeito de Taquaritinga nega reajuste aos funcionários públicos
Sem incorporação ao salário, abono de R$ 50 é apenas renovado até final de 2010
Os funcionários públicos municipais de Taquaritinga não deverão ter reajuste de salário em 2010. A informação foi considerada como o presságio de uma má notícia, depois que os vereadores aprovaram projeto de lei complementar sobre a revisão anual da remuneração dos servidores ativos e inativos, encaminhado pelo prefeito Paulo Delgado. Na prática, o documento renova para mais um ano o abono de R$ 50, que já havia sendo pago pela Prefeitura desde o ano passado.
Como era de praxe, desta vez, o auxílio não será incorporado nos salários dos servidores, o que desagradou muita gente.
Para o presidente do Sindicado, Gilberto Fávero, “o importante é sentar com o prefeito para negociar algo melhor”. Segundo ele, o prefeito tem ‘boa vontade’, mas a lei fiscal impede algo melhor para o funcionalismo. “As previsões eram ruins quando conversamos com o contador da Prefeitura, no ano passado, mas, nós vamos ver o que foi feito em outras prefeituras para tentar alguma coisa e levar algumas ideias para a administração”, disse.
Em ofício encaminhado aos vereadores, Delgado ressalta que foi feito um levantamento acerca das possibilidades de atender os servidores com a continuidade dos R$ 50 de abono. “Por outro lado, em conjunto com o Sindicato e a Associação dos Funcionários Públicos Municipais, a Prefeitura busca outras formas de garantir a dignidade da contra-prestação que o Poder Público dedica a seus servidores”, diz a nota do Executivo. Porém, até o fechamento desta edição, Delgado não havia se pronunciado sobre a repercussão negativa do caso ao ser levado no programa de rádio Canal Um é Notícia.
Imediatamente, ouvintes e funcionários públicos que se identificaram por e-mail criticaram a atitude do prefeito e a falta de representatividade do Sindicato dos Servidores. Fávero respondeu. “A gente não consegue agradar a todos; a única coisa que eu peço a essas pessoas é que venham sentar com a gente para negociar”, finaliza.
Créditos: Tribuna
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