ANIMANIA: Periquitos australianos são pássaros ativos e sociáveis
Os periquitos australianos foram introduzidos na Europa em 1840, pelo pesquisados John Gould. Cerca de 40 anos depois, já eram famosos inclusive nas Américas, e as primeiras variedades da espécie já estavam sendo fixadas.
Além da variedade de cores, os desenhos nas asas determinam novas raças. Entre as raças coloridas, existem espécimes com asas brancas, cinzentas, estriadas e rendadas. Quanto à plumagem, podem apresentar tufos e topetes.
|Existem periquitos espanadores, mas esta não é uma mutação e sim uma anomalia, cujas causas ainda são desconhecidas. As penas crescem excessivamente, prejudicando a visão. Morrem prematuramente com cerca de um ano.
Em condições adequadas, os periquitos australianos raramente adoecem. A principal enfermidade das espécies é o bócio, que provoca dilatação da tireóide, dificultando a respiração.
Podem-se identificar os adultos pela fronte sem malhas, pelas marcas redondas da cara e pelas íris branca em torno dos olhos. Os machos tornam-se sexualmente maduros com dez meses e as fêmeas com um ano de idade. Os filhotes apresentam malhas em toda a cara, e quando chamam a mãe emitem pios muito agudos.
Os espécimes machos são mais sociáveis que as fêmeas, que por sua vez, sempre guardam o instinto de defesa das crias. Dois machos reunidos numa gaiola convivem melhor que duas fêmeas ou um casal. Atenção: os periquitos australianos destroem qualquer planta, por isso, não deixe vasos perto da gaiola.
Ficha técnica
Nome popular: Periquito australiano, periquito listrado.
Nome científico: Melopsittacus undulatus
Família: Psitacídeos.
Origem: Austrália. As variedades da espécie começaram a surgir 40 anos depois que foram trazidas para cativeiro.
Ambiente: Regiões semi áridas.
Longevidade: Em cativeiro, de 7 a 8 anos. Os periquitos exibem poucos sinais de sensibilidade. Existem relatos de periquitos que viveram 15 anos em cativeiro.
Dosmeticidade: Alta. Adestrados, executam diversos truques e podem se acostumar a receber alimentos diretamente das mãos dos donos.
Tamanho: 18cm , do bico a ponta da cauda.
Envergadura: 25cm.
Hábitos: Diurnos, são curiosos e brincalhões. À noite, procuram os locais mais altos da gaiola. Gostam de tomar banhos de areia, que deve ser tratada com inseticidas especiais.
Gaiola: Para dois periquitos, 50cm x 40cm x 30cm, com cantos retos (formato de caixa), para facilitar os vôos e exercício das aves.
Decoração: Bebedouro e cochos de alimentação. Alguns brinquedos, como balanço e principalmente argolas, podem ser colocados na gaiola.
Temperatura ambiente: Preferencialmente ambientes quentes. O frio predispõe a doenças de tireóide, geralmente fatais, nas fêmeas, à retenção do ovo.
Alimentação: Sementes de alpiste e painço, ricas em carboidratos e baixo teor de gordura. Existem rações específicas para periquitos. A dieta deve ser enriquecida com cenoura e maça.
Reprodução: Temperaturas altas estimulam o acasalamento, que só ocorre se houver um local adequado para que os ovos sejam ocultados, com caixas de nidificação de madeira (maternidades), com abertura suficiente para entrada das aves e material para construírem os ninhos.
Postura: Ocorre entre um e três dias depois do acasalamento. O cuidado com os ovos é tarefa exclusiva da mãe.
Tempo de incubação: 18 dias.
Dimorfismo sexuais: A cera, membrana que cobre a parte superior do bico, é azulada nos machos e rosada nas fêmeas. Nos espécimes lutinos e albinos, a membrana é castanha nas fêmeas e rosada nos machos.
Variedade: albino (branco de olhos vermelhos), lutino (totalmente amarelos, de olhos vermelhos), verdes, azuis, amarelos (de olhos pretos) e acinzentados, de várias tonalidades.
*Alessandra Castilho, jornalista e editora é pesquisadora e produtora de informações relacionadas aos animais e meio ambientes, há 15 anos.
Créditos: Tribuna
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