Taquaritinga, 09 de Setembro de 2010 - Ano 10   

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OPINIÃO DO LEITOR

Taquaritinguense em Campinas
“Sou de Taquaritinga, mas moro em Campinas há algum tempo. Adoro vocês e sempre que posso acompanho alguns acontecimentos de Taquá, principalmente sobre o CAT. Um forte abraços a todos os taquaritinguenses”.
Cleber Gagion – Campinas
clebergagion@hotmail.com

Tribuna
“Eu acho o Tribuna o melhor da região! Mesmo não morando em Taquaritinga faço questão de sempre comprar o jornal. Adoro ler. Um abraço”.
Vera Pacheco - Santa Ernestina
verinhap2008@hotmail.

A reforma agrária
“Reforma agrária é uma dessas questões que se reservam aos super-heróis das políticas públicas. Ainda que dentro do desejável, possível e necessário para uma sociedade mais justa, as propostas de divisão de terras no Brasil incidem em interesses conflitantes: de um lado, os insatisfeitos com o pouco de que dispõem; de outro, os cães que rosnam com o osso na boca.
A concentração de propriedade é abusiva neste país, portanto é necessário implantar um novo modelo de apropriação agrícola e resgatar os erros do passado.
É verdade que não basta ter acesso à terra. Uma dificuldade que surge posteriormente à aquisição de propriedade rural é a de falta de treinamento dos novos proprietários e infra-estrutura para aproveitamento agrícola, como capital, irrigação, semente e vias de transporte.
(...) O caminho da repartição de terras no Brasil é fundamental para promover a redução de desigualdades. Concordo com que não basta dar terras se não houver uma continuidade da inserção no sistema produtivo das famílias beneficiadas com a reforma. Enquanto não se supera uma etapa, no entanto, não é possível impulsionar a outra.
(...) Este tema exige uma postura radical dos governantes e ativistas sob o risco de sucumbir às mentiras e travas lançadas pelos opositores. Uma delas é a de desmerecer movimentos sociais que lutam pelos oprimidos ou a de advogar que, em vez de repartir, a tecnologia na agricultura de latifúndios por si só geraria retorno benéfico à sociedade.
As discussões e divulgações sobre a reforma agrária têm sido monopolizadas pelos que se opõem a ela. Falta a representatividade de opiniões divergentes”.
Bruno Peron Loureiro - mestre em Estudos Latino-americanos.

Para tirar o povo da miséria
O recente cancelamento de 23,5 mil benefícios do programa de famílias que não provaram freqüência escolar de seus filhos e a suspensão de outras 100 mil por diferentes irregularidades, anunciada agora pelo Ministério do Desenvolvimento Social, oferece um ar de seriedade e confiança ao programa Bolsa Família, mantido pelo governo federal. Essa providência administrativa afasta um pouco aquela idéia de que se trata de mais um programa popular e de motivação eleitoreira.
Na medida em que exige dos beneficiados a devida contrapartida – manter filhos na escola, vacinação em dia, qualificação profissional e outros – para liberar o benefício, o órgão executor passa a dar sentido à finalidade social do programa. Além de receber a ajuda para suas necessidades imediatas, as famílias acabam se promovendo porque estudam os filhos, cuidam de sua saúde e adotam uma série de comportamentos positivos. Como resultado desse trabalho, logo elas podem deixar a condição de assistidas social e ter forças para se incluírem no mercado, dando a vaga para outras mais necessitadas.
(...) Desde os primórdios do mercado, vivemos fluxos migratórios. A economia que no passado atraiu imigrantes para a lavoura, passou depois a trazer o homem do campo para a cidade e das regiões pobres para os grandes centros. Boa parte da dificuldade do povo vem desse desenvolvimento que tem, também, sua parcela de inchaço. Além dos programas sociais, há que se cuidar com a mesma força de serviços públicos e do acesso dos assistidos ao mercado. Sem essa providência, não há programa social capaz de tirar o povo da miséria. A fiscalização e a exigência da contrapartida, são o primeiro passo...
Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo
aspomilpm@terra.com.br


Créditos: Tribuna

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